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A língua espanhola no mundo. Você já pensou na importância deste idioma?

Atualmente, mais de 500 milhões de pessoas falam espanhol no mundo, sendo a segunda língua mais falada, atrás apenas do mandarim.

A língua espanhola também ocupa a segunda posição na categoria ‘língua de comunicação no mundo’, sendo o inglês a primeira.

O espanhol é também o idioma oficial de 20 países, sendo eles (em ordem alfabética): Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Paraguai, Panamá, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

Além disso, é também uma das seis línguas oficiais da ONU.

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Quais as origens do espanhol

Vamos voltar bastante no tempo agora. O espanhol, assim como o português, teve sua origem no latim vulgar.

Por volta do século IX, esse era o idioma falado por parte da população que vivia na região conhecida atualmente como Península Ibérica (formada por Espanha, Portugal e Andorra).

Nesse sentido, a formação desse idioma pode ser dividida em três períodos: medieval ou castelhano antigo (séc. X – XV), espanhol moderno (séc. XVI-XVII) e espanhol contemporâneo (datado da fundação da Real Academia Espanhola até os dias de hoje).

Trata-se, portanto, de uma língua românica, proveniente da alteração do latim após as invasões bárbaras e muçulmanas.

O espanhol, tal como conhecemos hoje, teve sua origem, portanto, a partir da junção de vários dialetos românicos que constituíram o castellano (castelhano), oriundo do Reino de Castilla (Castela) – que era o reino mais forte da época e, como resultado, liderava os demais territórios.

Podemos ressaltar aqui que, apesar de a base da maioria das palavras espanholas serem derivadas do latim, algumas são provenientes de outras línguas pré-latinas como o grego, o celta ou o euskera.

Ao final do século XV, houve a unificação dos reinos – que hoje formam a Espanha – e então o espanhol foi adotado como língua oficial do país em 1492.

Neste ano, os espanhóis se lançaram à aventura das grandes navegações e chegaram ao continente americano.

Como consequência deste fato, o idioma se expandiu pelo novo continente, sofrendo posteriormente inúmeras modificações ocasionadas por questões culturais, geográficas e sociais de cada região, pela coexistência de línguas indígenas locais e pelas particularidades de seus próprios falantes, em sua maioria imigrantes e soldados.

A formação da língua espanhola foi, portanto, uma tentativa de uniformizar o idioma no país. No entanto, apesar dessa iniciativa, é bom lembrar que o espanhol não é a única língua falada na Espanha.

Quais são os outros idiomas falados na Espanha

Na região da Catalunha – catalão – também falado em Valência, mas lá é denominado valenciano e, nas Ilhas Baleares, chama-se mallorquín;

Na região da Galícia – galego – muito semelhante ao português;

No país Basco e em Navarra – basco, também chamado de euskera;

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Existem também inúmeras outras variações e dialetos derivados da língua oficial, como o andaluz, o canário, o murciano, o extremeño (extremenho) e ainda dialetos não oficiais como por exemplo, o bable e o aragonês, nas Astúrias.

Essas línguas e dialetos, sejam eles considerados oficiais ou não, são de grande importância para a representatividade da população local dessas regiões e, mesmo sendo vistos como segunda língua pela maioria da população, em muitos lugares, são até mesmo mais utilizados que o espanhol ‘padrão’.

Vamos passar agora para um tema polêmico que ainda causa muita confusão.

Espanhol x Castelhano: existe diferença?

Muitas pessoas ainda pensam que espanhol e castelhano são línguas completamente diferentes, mas essa é uma ideia totalmente errada.

Segundo o dicionário normativo da Real Academia Espanhola (DRAE), eles são termos sinônimos.  

Do ponto de vista linguístico, portanto, não há nenhum problema em chamar a língua de espanhol ou de castelhano,

Apesar de esses termos terem surgido em épocas diferentes, suas regras gramaticais, vocabulário e grafia são oficialmente as mesmas.

A denominação ‘castellano’ é mais antiga e remonta ao Reino de Castela, uma grande potência durante a Idade Média, como já vimos acima.

Já o vocábulo español tem origem no latim medieval Hispaniolus.

Esse termo latino foi cunhado pelos romanos, que chamavam a Península Ibérica de Hispânia.

Dessa forma, o uso do termo espanhol ou castelhano para definir o idioma é muito mais uma questão política do que linguística.

O termo castelhano é mais usado entre os nativos da América do Sul, por se tratar do termo utilizado pelos primeiros ibéricos que chegaram à América e impuseram esse idioma.

Variações da língua espanhola

Trata-se, nesse sentido, de uma questão histórica. Seu uso também é frequente no norte da Espanha. Já no restante do país, na região de Andaluzia, nas Ilhas Canárias, no Caribe e México, usa-se mais o termo espanhol.

Da mesma maneira como o português falado por brasileiros possui variações quanto ao português de Portugal, também existem inúmeras peculiaridades quanto à língua espanhola.

Vejamos como exemplo a palavra ônibus: na Espanha, chama-se autobús, no México camión, na Colômbia bus e na Argentina colectivo.

No entanto, essas pequenas diferenças lexicais não são fortes o suficiente para fazer com que essas variantes deem origem a um novo idioma.

Portanto, apesar de a língua espanhola ser utilizada em regiões tão distantes e diferentes entre si, a ortografia e as regras gramaticais garantem a integridade da língua.

Cabe ressaltar que as Academias de Língua Espanhola preservam essa unidade e a Espanha implementou o primeiro método unitário de ensino do espanhol, expandido a todo o mundo pelo Instituto Cervantes.

O espanhol e a tradução

Apesar de todas as diferenças, dialetos e peculiaridades do espanhol apresentadas neste artigo, os países nativos no idioma se comunicam muito bem entre si, sem qualquer tipo de barreira ou problema.

É uma língua muito importante no cenário atual e cada vez mais brasileiros têm interesse em aprendê-la, pois isso lhes trará grandes vantagens tanto na vida profissional quanto pessoal no contexto globalizado em que vivemos.

Vale ressaltar, no entanto, que apesar de todas essas diferenças, quando o assunto é TRADUÇÃO de documentos para a língua espanhola, é preciso que o tradutor respeite as normas da língua.

No entanto, é importante que o tradutor saiba o país em que aquela tradução será veiculada, a fim de adaptar certas expressões idiomáticas ou gírias, caso existam, adequando-as ao contexto regional, a fim de que os receptores entendam plenamente a mensagem e tenham sua identidade propriamente representada.

Qual sua experiência com a língua espanhola? Compartilhe sua opinião conosco e divulgue nas redes sociais!

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