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Neste artigo, discutiremos algumas das problemáticas e possíveis horizontes de trabalho para o tradutor freelance e outros meios de atuação.

Mas antes de falar propriamente desse tema, é interessante contextualizar o meio e as condições de atuação desses profissionais.

A tradução no século XXI

Há uma tendência cada vez maior no mercado global, e não é somente na área da tradução: a existência de tradutores freelances ou autônomos.

Expandindo um pouco a delimitação desse conceito, é importante ressaltar que existem várias possibilidades de atuação para esse tipo de profissional, mais ou menos formalizadas, mais ou menos profissionalizadas.

Mas já falaremos um pouco melhor sobre essa tendência.

Tradutor Freelance

Sobre a atuação autônoma de tradutores ou mais conhecido como tradutor freelance, cabe lembrar, antes de tudo, que se trata de uma profissão não regulamentada.

Mas o que isso quer dizer? Na prática, significa que não é obrigatório ter qualquer tipo de formação, universitária ou não, para desempenhar essa função.

Se você quiser saber sobre o papel do tradutor recomendamos o texto: O tradutor, o autor e o revisor.

Ainda que existam no Brasil alguns cursos de Letras com ênfase em tradução, eles mantêm pouca ou nenhuma relação com diversos nichos importantes no mercado atual.

Estamos falando de espaços diferentes que têm finalidades diferentes, no fim das contas.

Voltando ao nosso tema central, a inexistência de regulamentação propagou alguns dos mitos mais disseminados nesse meio:

  • basta falar uma segunda língua para ser tradutor”, ou
  • a tradução é uma maneira de fazer uma renda extra”.

Pois bem, a primeira frase é um tremendo engano.

Ser tradutor freelance não é fazer um “bico”

Dificilmente o simples fato de dominar uma segunda língua criará condições para ser um bom tradutor, são processos diferentes que lançam mão de habilidades e competências diferentes.

Além disso, o tradutor baseia grande parte, senão todas, as suas decisões na hora de traduzir em sua interpretação e conhecimentos da linguagem.

Todos nós, em algum momento, nos deparamos com alguma tradução filha de um tradutor inexperiente ou que não refletiu muito sobre suas escolhas.

É claro que o fator decisivo para avaliar um trabalho satisfatório não é a equivalência entre texto original e tradução, esse conceito é extremamente problemático e origina profícuas discussões na teoria da tradução.

Já a segunda frase aponta para a informalidade presente nesse meio, muitos encaram essa forma de atuação como um “bico”, algo temporário. Pensar isso é um problema? Não necessariamente.

As melhores Cat Tools para tradutores freelance

Quero ser um tradutor freelance, como começar?

Tradutor freelance: quais os seus desafios?

Mas é muito importante manter a ética, entender que é uma profissão importante e deve ser tratada com seriedade.

Muitos tradutores debatem há anos os caminhos possíveis para a regulamentação e justa remuneração, definitivamente não é algo que devemos tratar levianamente.

Agora que temos algumas informações como ponto de partida para a discussão, vamos falar de outro tópico importantíssimo.

A complexa relação entre oferta e demanda

Até o momento temos dois pontos importantes:

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  • Há um espaço cada vez maior para um tradutor freelance;
  • A tradução não é uma profissão regulamentada.

Mesmo assim, ainda restam muitos pontos a serem discutidos. Um deles é a ideia de que línguas mais procuradas têm mais demanda de trabalhos.

Essa é uma meia verdade, já que uma língua mais procurada tende a ter muitos (muitos mesmo) tradutores disponíveis e super qualificados.

Por outro lado, línguas mais distantes do português ou com demanda menor também têm bons tradutores, mas em menor número.

Essa é a principal razão para não ter receio na hora de entrar nesse mercado como tradutor iniciante: explore bem seus conhecimentos e descubra qual é o seu tipo de tradução.

A ideia aqui não é restringir a atuação, mas ampliá-la e desenvolver uma ou várias expertises.

Por exemplo: há muita demanda de traduções nos pares português <> inglês e português <> espanhol, por exemplo.

Do mesmo modo, existe uma infinidade de tipos de texto que provêm de contextos específicos e visam diferentes públicos.

Isso quer dizer que eu posso ser um excelente tradutor de contratos, mas ficar totalmente perdido ao traduzir um jogo online. Esse é apenas um dos cenários possíveis para exemplificar um mundo de nichos de tradução.

O próximo passo (e talvez um dos mais difíceis) é colocar-se em contato com clientes, que podem ser autores, pessoas físicas ou jurídicas, empresas, editoras, etc.

Eu, tradutor freelancer

Embora o tema central deste artigo seja a atuação freelancer, vale lembrar que é possível sim ter uma posição a longo prazo em uma empresa ou trabalhar em agências de tradução, por exemplo.

Entretanto, é um campo mais reduzido, principalmente pela falta de regulamentação e reconhecimento da profissão pelo senso comum, no caso do primeiro.

Mas o que significa ser freelancer?

É um empréstimo do inglês muito utilizado no Brasil, que também cria derivações como “freela”.

Freelancer é o nome do profissional autônomo, que desempenha alguma atividade de maneira totalmente independente e pode prestar serviço a vários tomadores de serviço, sem vínculo empregatício.

Isso possibilita que o profissional escolha seu horário e trabalhe onde quiser. Mas nem tudo são flores!

É um tipo de profissão que exige uma capacidade de organização e disciplina tremenda, mas oferece ao freelancer o estranho privilégio de não ter que enfrentar o trânsito na hora do rush ou necessariamente acordar cedo todos os dias.

De maneira geral, esse tipo de profissional autônomo realiza um trabalho e posteriormente recebe pelo serviço prestado, também existe a possibilidade de receber por hora e até ao mês, caso seja um cliente fixo.

Isso significa que eu não posso regulamentar minha atuação?

Não exatamente. Há algumas opções que iremos apresentar a seguir, mas é importante ter em mente que não é uma profissão regulamentada, como vimos anteriormente.

Alguns profissionais optam por um tipo de atuação totalmente informal. O famoso boca a boca que funciona muito bem em alguns contextos e usa a internet como principal ferramenta.

O porém aparece quando é necessário formalizar a atividade de alguma maneira, seja por exigência de clientes ou necessidade de gerar notas fiscais, por exemplo.

Nesses casos, a maioria dos profissionais opta por realizar um registro de autônomo, que deve ser realizado no município de residência do tradutor.

A atividade de tradutor, normalmente, não é uma opção na lista de atividades das prefeituras, por isso a maioria recorre a alguma atividade que mantenha qualquer semelhança para realizar o registro, como “instrutor de idiomas”, por exemplo.

Esse alvará te dará a condição de pessoa física que presta serviços, e para isso será necessário pagar impostos anuais (geralmente baixos), e as empresas que recebem seu trabalho poderão gerar recibos e legalizar a transação.

Como vimos, o mundo da tradução freelancer é complexo, funciona e é influenciado por uma série de tendências e características próprias desse tipo de atuação.

Qual é o caminho que mais funciona para você? Compartilhe conosco suas experiências!

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