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Em um artigo anterior já falamos um pouco sobre o espanhol neutro, um tema que causa muitas discussões e debates. Hoje, iremos olhar esse assunto sobre outro prisma.

Segundo a Fundación del Español Urgente, o espanhol se consolida como a terceira língua mais usada na internet atualmente, além de ser a língua nativa de mais de 470 milhões de pessoas em todo o mundo.

No entanto, cada região de falantes de espanhol desenvolveu sua própria forma de usar a linguagem.

Isso acabou originando uma enorme variedade de termos, variações fonéticas e morfológicas, significados e um grande desafio para padronizar a comunicação de massa: era preciso fazer com que todos aqueles milhões de indivíduos entendessem a mesma mensagem e se sentissem incluídos.

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A necessidade da padronização do espanhol

Antes de mais nada, devemos falar sobre a pradronização do espanhol e quais os motivos disso.

Com a globalização, a transmissão de notícias passou a ser realizada internacionalmente e houve a necessidade de padronizar a linguagem a fim de que todos os falantes de espanhol tivessem total entendimento da mensagem, independentemente das variações de uso de cada região ou país.

Assim, a partir dessa necessidade surgiu o que hoje é denominado espanhol neutro.

Também conhecido como espanhol internacional, espanhol padrão ou espanhol global, ele representa uma linguagem padronizada que tenta eliminar regionalismos e empregar termos comuns a toda esfera de falantes do idioma.

A imprescindibilidade do uso do espanhol padrão ou neutro também foi decorrente de razões comerciais, com o objetivo de diminuir custos, como veremos a seguir.

Cabe ressaltar que o termo “espanhol neutro” também se refere à pronúncia; ele não possui sotaque específico ou entonação regional.

Para fins comparativos: o espanhol neutro é formado por 17 fonemas consonantais, enquanto o do centro e de parte do Norte da Espanha possui 19.  

Um dos principais exemplos de aplicação do ‘espanhol neutro’ quanto à oralidade está nos filmes de animação da produtora Walt Disney.

Os filmes foram dublados em um espanhol acessível a qualquer falante de espanhol, livre de localismos e o mais neutro e abrangente possível.

O que é o espanhol neutro?

É praticamente uma língua recriada a partir do espanhol padrão encontrado em gramáticas e dicionários.

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Ele funciona como uma forma estandardizada da língua, excluindo propriedades linguísticas particulares de cada região (ex. peruana, mexicana, argentina etc.)

Utilização por tradutores de espanhol

Se você realiza traduções em espanhol, certamente já ouviu esse termo como requisito para a realização de alguns projetos.

Ele traz muitos benefícios ao trabalho dos tradutores e aos clientes em geral, especialmente em traduções técnicas. Explicaremos como isso acontece com um exemplo.

Podemos pensar em um manual de instruções de uma máquina de lavar japonesa para exportação a países hispano-falantes.

Imagine se o seu manual precisasse ter diferentes seções com traduções distintas para cada país de língua espanhola, uma para a Espanha, outra para a Argentina, e assim sucessivamente, de acordo com as particularidades do idioma de cada local?

Os custos do cliente certamente aumentariam avassaladoramente, tanto com as traduções como com impressão.

O trabalho do tradutor, tanto linguístico como de pesquisa também aumentaria muito a fim de buscar os termos específicos de cada região. Nesse caso, portanto, o uso do espanhol neutro é vantajoso a todos.

Como usar o espanhol neutro em traduções

Quando um tradutor é orientado a traduzir um texto em espanhol neutro, ele irá utilizar os termos mais comuns ao mundo hispânico.

Então, ele não deverá utilizar, por exemplo, gírias regionais como parce ou parcero; em espanhol neutro, o correto é preferir amigo, nesse caso.

As formas “tú” ou “usted” também devem ser utilizadas caso o cliente peça espanhol neutro, deixando de lado as formas singulares e plurais de “vos”.

Deve evitar-se também a linguagem elaborada e rebuscada, pois a meta é tornar a mensagem a mais clara e precisa possível.

Entretanto, esteja sempre atento: nem todos os textos que chegam até você precisam de uma tradução neutra; romances e outros textos literárias ou publicitários que buscam retratar a linguagem de uma região em particular requerem o tratamento oposto.

Um bom tradutor deve ter bom senso para saber quando preservar os regionalismos e quando eliminá-los de seus projetos.

A meta era alcançar o público alvo

Pudemos perceber que o espanhol neutro foi desenvolvido para fins comerciais e não pode ser considerado oficialmente como uma variante do idioma.

Ele pode trazer excelentes resultados para textos que exigem uma linguagem mais técnica, como no caso de contratos e manuais, pois a neutralidade será mais adequada.

Entretanto, se sua meta for cativar o público leitor, levando em conta as questões culturais daquela região ou se o seu cliente solicitar expressamente que a tradução seja feita de acordo com o espanhol de determinado país, como por exemplo, o espanhol do Chile, então o profissional, certamente, deverá utilizar essa variante específica em seu trabalho.

Portanto, caso o cliente não faça nenhuma exigência quanto ao espanhol a ser utilizado, antes de iniciar um serviço de tradução verifique qual é a finalidade daquele conteúdo, seu público-alvo e o quanto a percepção cultural afetaria o consumo do referido material.

A partir daí, você deverá ter bom senso para julgar qual será o melhor caminho a seguir.

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